Região de Salinas, Aguardente de cana - Cachaça
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Caderno de Especificações Técnicas:
Delimitação da área geográfica:
A área geográfica delimitada para produção possui uma área total de 2541,99 km², abrangendo a totalidade dos municípios de Salinas e Novorizonte e parte dos municípios de Taiobeiras, Rubelita, Santa Cruz de Salinas e Fruta de Leite, todos situados ao norte do Estado de Minas Gerais. Considerando as coordenadas extremas, a região localiza-se entre os paralelos 16º18'01,2" e 15º50'59,4" ao sul da linha do equador e entre os meridianos de 42º37'00,2" e 41º45'13," oeste de Greenwich.
Especificações e características:
A indicação de procedência "Região de Salinas" é exclusiva para identificar como produto a
"cachaça" produzida, elaborada, envelhecida e engarrafada, obrigatoriamente, dentro da área
geográfica delimitada.
A cachaça produzida na Região de Salinas apresenta, conforme a legislação em vigor, graduação
alcoólica de 38% vol. a 54% vol. a 20°C (vinte graus Celsius), obtida do destilado alcoólico simples
de cana-de-açúcar ou pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar, podendo ser
adicionada de açúcares até 6g/l (seis gramas por litro), expressos em sacarose.
A indicação de procedência "Região de Salinas" é exclusiva para identificar como produto a
"cachaça" produzida, elaborada, envelhecida e engarrafada, obrigatoriamente, dentro da área
geográfica delimitada.
Somente poderá ser utilizado cultivares produzidos dentro da área delimitada para o uso da IP
"Região de Salinas", sendo o cultivar mais comumente utilizado o Java. O armazenamento e
envelhecimento deverão obedecer às denominações:
a) cachaça - armazenada em tonéis de aço inox ou madeira, desde que não alterem suas
características sensoriais.
b) cachaça envelhecida - armazenada em tonéis de madeira com capacidade máxima de 700 (setecentos) litros, por um período não inferior a 1 (um) ano, podendo ser adicionada em até 50 % de
seu volume com cachaça não envelhecida.
c) cachaça premium - cachaça envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com
capacidade máxima de 700 (setecentos) litros, por um período não inferior a 1 (um) ano.
d) cachaça extra premium - cachaça envelhecida em recipiente de madeira apropriado, com
capacidade máxima de 700 (setecentos) litros, por um período não inferior a 3 (três) anos.
Nome da Indicação Geográfica:
Região de Salinas
Produto:
Aguardente de cana - Cachaça
Data de concessão do registro:
16/10/2012
Data da última alteração de registro deferida:
Relação com área geográfica:
A produção de cachaça artesanal no município iniciou-se no final do século XIX, seguindo os rastros
da atividade pecuária. Os pioneiros além de lidar com o gado tinham experiência em produzir
cachaça. Muito embora fosse uma atividade complementar à pecuária, alguns produtores
conseguiram se destacar pela qualidade da cachaça que produziam. No início do século XX já havia
alguma produção em escala comercial no município.
As boas perspectivas econômicas para o processo de fabricação de cachaça em Salinas tiveram início
a partir da década de 1940, por meio do fazendeiro Anísio Santiago (1912-2002), que iniciou
produção de cachaça artesanal na Fazenda Havana. Foi o primeiro produtor de cachaça de Salinas a
formalizar e dar aspecto de legalidade ao seu negócio. A experiência positiva de Anísio Santiago
propiciou o surgimento de novos produtores na década de 1950, que viam na atividade uma
alternativa de renda viável. Iniciava-se em Salinas uma nova atividade econômica que iria mudar
todo o panorama econômico do município: o agronegócio da cachaça.
O município de Salinas foi, aos poucos, despontando no mercado regional e nacional como produtor
de aguardente de cana tipo cachaça. Atualmente, o município é a principal referência nacional na
produção de cachaça artesanal de qualidade. É o maior produtor do estado tanto em volume de
produção como em número de marcas comercializadas. Em 1985 a produção era estimada em 200
mil litros, passando para 640 mil em 1995. No ano 2000 a produção saltou para cerca de 1,5 milhões
de litros, conseguindo em 2009 o equivalente a 5 milhões de litros.
Nas últimas décadas, o município de Salinas foi reconhecido como a capital nacional da cachaça
artesanal, onde são produzidas as mais cobiçadas marcas de cachaças do país. Turistas de todo o
Brasil e até mesmo do exterior visitam Salinas para conhecer e degustar a bebida no Festival
Mundial da Cachaça, cujo evento é realizado todos os anos desde 2002 pela Associação de
Produtores Artesanais de Cachaça de Salinas (APACS), que conta com o apoio logístico e financeiro
da prefeitura do município.
Determinadas regiões possuem condições ambientais de solo, clima, altitude, radiação solar e
luminosidade que, aliadas ao talento e à técnica do homem, são responsáveis por produtos
agroalimentares que se distinguem dos demais fabricados em outros locais. A principal característica
da região de Salinas para a produção de cachaça é a uniformidade do solo e do clima semiárido. O
município apresenta baixo índice pluviométrico com média anual em torno de 700 mm de chuvas.
Costuma chover de novembro a março, época ideal para o plantio da cana-de-açúcar.
O solo, o clima semiárido, a utilização de variedades de cana-de-açúcar apropriadas, a utilização de
fermento orgânico natural, a obsessiva higiene dos alambiques e a tradição dos produtores são
fatores que vêm fazendo diferença no processo de produção de cachaça artesanal em Salinas.
A Região de Salinas, situada ao norte de Minas Gerais, é a principal referência na produção de
cachaça artesanal no Estado. É a maior produtora do estado, tanto em volume quanto em número de
marcas comercializadas.
A principal característica da sua produção é a uniformidade do solo e o clima semiárido. A região apresenta baixo índice pluviométrico, com média anual de 700 mm. As chuvas vão de novembro a
março, época ideal para o plantio da cana-de-açúcar.
Salinas possui a maior concentração de marcas de cachaça artesanal do Brasil com mais de sessenta
marcas e produção estimada em cerca de cinco milhões de litros por safra. Convém lembrar que a
marca de cachaça artesanal mais tradicional do Brasil atualmente é produzida em Salinas. É a famosa
cachaça Havana-Anísio Santiago, reconhecida Patrimônio Cultural Imaterial de Salinas por meio de
Decreto Municipal nº. 3.728/2006, fato inédito no Brasil. Também é de Salinas o maior produtor do
estado em volume de produção comercializada sob as marcas Boazinha, Saliboa e Seleta. Outras
marcas tradicionais como Beija-Flor, Canarinha, Cubana, Erva Doce, Indaiazinha, Lua Cheia,
Majestade, Nova Aliança, Piragibana, Sabor de Minas, Salineira, Terra de Ouro, dentre outras, fazem
sucesso junto ao consumidor que a cada dia vem apreciando e degustando a mais genuína bebida
brasileira: a cachaça.
Premiada internacionalmente, cita-se a medalha de ouro no Concours Mondial de Bruxelles - Spirits
Selection 2014, recebida pelo alambique Cachaça Salinas.
Outros fatos reforçam a reputação conquistada pela cachaça produzida na região: - Em 1990, a revista PLAYBOY (edição de maio) lançou seu primeiro ranking de cachaça. A
cachaça Havana, do produtor Anísio Santiago (1912-2002) ficou em primeiro lugar. - Em 2007, a revista PLAYBOY (edição de abril), elegeu sete marcas de Salinas entre as vinte
melhores do país: Anísio Santiago¬-Havana (2º. Lugar), Canarinha (3º.Lugar), Boazinha (6º. Lugar),
Piragibana (10º. Lugar), Indaiazinha (12º. Lugar), Lua Cheia (16º. Lugar) e Seleta (18º. Lugar),
tendo representatividade de 35% do rol das marcas eleitas. - Em 2009, a revista PLAYBOY elegeu duas marcas entre as melhores do pais: Anísio
Santiago-Havana (1º. lugar) e Canarinha (6º. lugar). - Em 2010, a revista VEJA (edição de janeiro 2010) lançou seu primeiro ranking de cachaça,
sendo que a cachaça Anísio Santiago-¬Havana ficou em primeiro lugar na categoria cachaça
envelhecida. A marca Canarinha ficou em quatro lugar. - Em 2011, no último ranking da revista Playboy (edição de julho), duas marcas de Salinas
foram eleitas entre as vinte melhores do país: Anísio Santiago-Havana (1º. lugar) e Canarinha (6º.
lugar).

Fonte
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