Manguezais de Alagoas, Própolis vermelha
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Caderno de Especificações Técnicas:
Delimitação da área geográfica:
O polígono corresponde ao limite dos municípios pertencentes ao litoral de Alagoas, e inicia-se no ponto de coordenadas 08º00'45,43"S/35º08'44,60"W, o qual corresponde ao limite do município de Maragogi na faixa de praia sobre o Oceano Atlântico, na direção sudoeste, tem-se o ponto de coordenadas 10º27'29.85"S, 36º24'32,7"W, limite do município de Piaçabuçu, o qual faz fronteira com o município de Penedo e o Estado de Sergipe através da foz do Rio São Francisco, seguindo para o ponto de 10º14'38,86"S/ 36º39'09,21"W. este é limitado pelo município de Igreja Nova, segue-se para o ponto de coordenadas 10º02'00,38"S/ 36º26'59,38"W, o qual pertence ao município de Coruripe, limitando-se com o município de Igreja Nova e Teotônio Vilela, de onde segue em direção para o ponto de coordenadas 9º54'29,14"S/ 36º 08'40,45"W pertencente ao município de Barra de São Miguel, que faz fronteira com os municípios de Campo Alegre, São Miguel dos Campos e Roteiro. O ponto seguinte toma a direção das coordenadas 09°44'19,92"S/ 36°14'55,32"W e pertencente ao município de São Miguel dos Campos, seguindo em direção ao ponto de coordenadas 09°41'47,16"S/ 36°01'36,75"W, pertencente ao município de Marechal Deodoro. Este se limita com os municípios de Pilar e Boca da Mata, seguindo em direção ao ponto de coordenadas 09°35'41"S/ 48°10'11,67"W. A partir daí o limite é dado pelo ponto de coordenadas 09°30'47"S/ 41º56'39,19"W, pertencente ao município de Pilar, o qual faz limite com o município de Santa Luzia do Norte, Coqueiro Seco, os quais fazem fronteira com a lagoa e limitam-se também com os municípios de Rio Largo, Satuba e Marechal Deodoro. O ponto de coordenadas 09°21'35,09"S/ 41°54'38,31"W, pertencente ao município de Rio Largo, o qual limita-se com os municípios de Satuba e Maceió. Daí segue-se para o ponto de coordenadas 09°21'57"S/ 35º41'04,72"W, o qual pertence a intersecção dos municípios de Maceió, Barra de Santo Antônio e São Luis do Quintude. A partir daí segue para o ponto de 09°07'28,88"S/ 35º43'19,08"W, pertencente ao município de São Luis do Quitunde. Segue-se ao ponto de coordenadas 09°15'09,24"S/ 35°34'37,12"W, pertencente ao município de São Miguel dos Milagres, o qual se limita com os municípios de São Luis do Quitunde, Passo do Camaragibe e Barra de Santo Antônio. A partir daí, toma-se a direção do ponto de coordenadas 09°11'19,67"S/ 35º27'47,03"W, pertencente ao outro extremo do município de São Miguel dos Milagres, o qual faz intersecção com os municípios de São Luis do Quitunde, Passo do Camaragibe e segue em direção ao ponto de coordenadas 09º01'00,26"S/ 35º39'25,81"W, pertencente ao município de Matriz de Camaragibe. Este faz fronteira com os municípios de Porto Calvo, Passo de Camaragibe e Porto de Pedras. A partir daí segue rumo para o ponto de coordenadas 08º55'11,63"S/ 35º26'25,51"W, o qual pertence ao município de Porto Calvo, seguindo em direção ao ponto de coordenadas 08º51'37,91"S/ 35º21'03,26"W, pertencente ao outro extremo do município de Maragogi. Segue-se para o ponto de coordenadas 08º00'45,43"S/ 35º08'44,60"W, assim fechando o polígono.
Especificações e características:
Própolis Vermelha é o produto oriundo de substâncias resinosas, gomosas e balsâmicas, colhidas
pelas abelhas da espécie Apis mellifera, predominantemente de brotos, flores e exsudados da planta
Dalbergia ecastophyllum (L) Taub. (Leguminosae, nome popular: Rabo de Bugio), de ocorrência na
região litorânea e estuarino lagunar do Estado de Alagoas, acrescidos das secreções salivares desses
insetos, além de cera e pólen. É rico em compostos fenólicos do tipo flavonoides, e possui em
especial isoflavonas relacionadas com a defesa da planta Dalbergia ecastophyllum.
A composição química da própolis pode conter de 50 a 60% de resina, 30 a 40% de cera, 5 a 10% de
óleos essenciais, 5% de pólen, além de microelementos como alumínio, cálcio, estrôncio, ferro,
cobre, manganês e quantidades traços de vitaminas B1, 82, B6, C e E.
Nome da Indicação Geográfica:
Manguezais de Alagoas
Produto:
Própolis vermelha
Data de concessão do registro:
17/07/2012
Data da última alteração de registro deferida:
Relação com área geográfica:
A própolis vermelha de Alagoas se diferencia por seu alto teor de compostos fenólicos,
especificamente isoflavonóides e alta atividade biológica, que só existem na própolis vermelha de
Alagoas em função de sua origem vegetal, a leguminosa Dalbergia ecastophyllum – Rabo de Bugiu,
planta nativa e característica das áreas de mangue do litoral Alagoano, possuindo, assim
características únicas em relação às outras própolis brasileiras, sendo considerado um novo tipo de
própolis.
A leguminosa Dalbergia ecastophyllum como fonte vegetal da própolis vermelha do Alagoas,
espécie encontrada nas áreas de mangue e que no Estado do Alagoas, só existe nesta região. As
propriedades biológicas da própolis, obviamente, estão diretamente ligadas à sua composição
química, sendo que a mesma varia com a flora da região e época da colheita, assim como com a
espécie da abelha. As principais isoflavonas presentes são a formononetina, medicarpina, vestitol e
isoliquiritigenina, as quais nunca foram encontradas em nenhuma outra própolis brasileira. Portanto,
esta própolis foi classificada como um novo tipo de própolis, o 13º tipo, em adição aos 12
previamente classificados.
Os isoflavonóides, como a medicarpina e 3-hidroxi-8,9-dimeoxipterocarpano, são predominantes
tanto na própolis vermelha de Alagoas quanto na resina vegetal de D. ecastophyllum. De fato, os
isoflavóides são compostos típicos da família das leguminosas. Áreas nativas dessa espécie de
leguminosa como as da região litorânea de Alagoas, são os locais de ocorrência de própolis
vermelha.
Este perfil cromatográfico encontrado na Própolis Vermelha de Alagoas é totalmente diferente dos
outros doze perfis encontrados em outras própolis brasileiras, o que demonstra a total diferenciação
deste produto em relação aos demais, em função única e exclusiva do meio geográfico em que é
produzido. Esta produção independente da sazonalidade climática, pois a Própolis Vermelha de Alagoas apresenta a mesma composição química durante todo o ano. Estamos aqui afirmando que, as
técnicas de produção locais, leais e constantes da Própolis Vermelha de Alagoas (PVMA) devem-se
a íntima relação produto x meio. As técnicas apícolas são apenas extratoras deste produto e não
influenciam na composição química do produto Própolis Vermelha de Alagoas. Por fim, o saber
fazer local tem influência na obtenção do produto, através de:
1. Instalação dos “apiários em áreas parcialmente sombreadas, evitando-se a exposição direta
das colmeias à luz solar (evita-se a liquefação do PVMA e permite-se a sua ação mais eficaz na
proteção das colmeias)”;
2. Boas práticas apícolas, de forma a evitar a contaminação e a perda de características, sendo
utilizadas diversas técnicas, como o armazenamento em baixas temperaturas ou em condições
descongelamento;
3. Instalação de colmeias afastadas de criatórios de animais, escolas, estradas e casas; próximas
a fontes de água sem contaminantes;
4. Quantidade de colmeias “compatível com a área de instalação facilitando o manejo e
evitando-se a competição por alimento”, fator que prejudicaria a produção de PVMA;
5. Controle de enfermidades e medidas preventivas, evitando a contaminação dos enxames.
Portanto, existe uma grande e indissociável correlação entre a composição química da própolis
vermelha de Alagoas de sua fonte vegetal, agregada as técnicas de manejo, comprovando a
Denominação de Origem ALAGOAS para a própolis vermelha.

Fonte
Espécie:
(X) DO