Montanhas do Espírito Santo, Café
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Caderno de Especificações Técnicas:
Delimitação da área geográfica:
Limite geopolítico dos municípios de Afonso Claudio, Alfredo Chaves, Brejetuba, Castelo, Conceição do Castelo, Domingos Martins, Iconha, Itaguaçu, Itarana, Marechal Floriano, Rio Novo do Sul, Santa Maria de Jetibá, Santa Teresa, Santa Leopoldina, Vargem Alta e Venda Nova do Imigrante.
Especificações e características:
O produto da Denominação de Origem do Café das MONTANHAS DO ESPÍRITO SANTO é o
Café da espécie Coffea arábica nas seguintes condições: em grãos verde (café cru); e industrializado
na condição de torrado e/ou torrado e moído.
São cafés produzidos em altitudes mais elevadas, na região de Montanhas do Espírito Santo.
Apresentam notas mais exóticas que aqueles produzidos em locais de menor altitude, que possuem
notas mais amadeiradas, de cereais e adstringentes ao paladar.
Os cafés da região são majoritariamente processados por via úmida e apresentam descritores com
notas de melado de cana, frutas vermelhas, caramelo, chocolate, especiarias, floral e baunilha, acidez
cítrica, brilhante e licorosa, corpo aveludado, intenso e médio, sabor suave e finalização média.
A parcela dos cafés processados de forma natural apresentam descritores com notas de vinhoso,
frutas amarelas, caramelo, chocolate, doce de leite, especiarias, mel, cidreira, pimenta, amêndoa,
acidez cítrica, tartárica e licorosa, corpo intenso e médio, sabor intenso e finalização prolongada.
Nome da indicação geográfica:
Montanhas do Espírito Santo
Produto
Café
Data de concessão do registro:
04/05/2021
Data da última alteração de registro deferida:
Relação com área geográfica:
Entre os fatores naturais das Montanhas do Espírito Santo que influenciam as qualidades e
características do café, destacam-se altitudes que variam de 500 a 1.400 m, com temperatura média
anual de 18 a 22ºC e pluviosidade média anual entre 1.000 e 1.600 mm. Já os fatores humanos incluem plantio e colheita do café de base predominantemente artesanal, e herança familiar e cultural
diversa.
Os solos localizados em maiores altitudes possuem comunidade bacteriana com alta diversidade
funcional, capaz de melhorar o processamento de compostos ao fornecer enzimas que podem ser
úteis para o processo de fermentação desejável da mucilagem do café, o que contribui para a
formação de aromas e sabores característicos. Assim, a descrição sensorial do café está relacionada
às cotas de altitude, sendo este o atributo natural do meio geográfico de maior influência sobre as
características do café das Montanhas do Espírito Santo.
As temperaturas amenas na região permitem que o amadurecimento dos frutos ocorra de forma mais
gradativa, o que possibilita melhores condições para que a planta possa sintetizar substâncias
importantes que irão permitir maior expressão dos aromas e sabores dos cafés específicos da região.
Além da altitude e temperatura, o tipo de processamento (via úmida ou natural) é outro fator que
influencia o perfil sensorial das principais cultivares de café plantadas nas Montanhas do Espírito
Santo. Os compostos químicos presentes no café processado por via úmida e a seco (natural) podem
diferir qualitativa e quantitativamente quanto a aminoácidos livres, ácidos orgânicos e carboidratos
não estruturais. Tais diferenças decorrem de complexas fermentações ocorridas nos distintos
métodos de processamento, resultando em conjuntos diversos de características sensoriais.
A produção cafeeira das Montanhas do Espírito Santo continua a se reproduzir em grande parte de
acordo com herança secular, com predomínio da pequena propriedade agrícola, uso da mão de obra
da agricultura familiar e trabalho realizado de forma majoritariamente artesanal. A miscigenação
cultural das unidades familiares produtoras de café, formada principalmente por descendentes de
portugueses, alemães e italianos, com seus respectivos saberes, contribui como um elemento de
diferenciação da região.

Fonte
Espécie:
(X) DO