Paraíba, Têxteis de algodão colorido
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Caderno de Especificações Técnicas:
Delimitação da área geográfica:
Limites geopolíticos do Estado da Paraíba localizado entre as seguintes coordenadas extremas: norte latitude 06°01’32”, longitude 37°15’01”; sul latitude 08º18’09”, longitude 36°59’27”; leste latitude 07°09’21”, longitude 34°47’35”; e oeste latitude 06°59’34”, longitude 38º45’53”. Limita-se ao norte com o Estado do Rio Grande do Norte, ao sul com o Estado de Pernambuco, ao leste com o Oceano Atlântico e a oeste com o Estado do Ceará. Todos os limites naturais e coincidentes com limites estaduais, a não ser o limite leste onde o estado divisa com o Oceano Atlântico.
Especificações e características:
A matéria prima que originará os produtos têxteis do algodão naturalmente colorido da Paraíba tem
as seguintes características:
> Variedades:
• BRS 200 Marrom;
• BRS Rubi;
• BRS Verde;
• BRS Safira,
• Outras variedades de algodão naturalmente colorido que venham a ser desenvolvidas por
empresas de pesquisas.
As sementes deverão ser certificadas por órgão responsável ou advindas de programas sociais. As
mesmas deverão ser produzidas de acordo com as diretrizes de produção orgânicas e sustentáveis. O
algodão será originário do semiárido Nordestino, proveniente de sistemas de produção sustentáveis,
onde sejam utilizadas práticas de manejo que contribuam para o equilíbrio do meio ambiente e preços
justos para o agricultor.> Produtos têxteis atrelados a IP:
• Vestuário feminino;
• Vestuário masculino;
• Vestuário infantil;
• Artigos de decoração;
• Acessórios;
• Brinquedos;
• Roupas de cama mesa e banho.
Todos os produtos feitos com algodão naturalmente colorido. Os mesmos deverão ser confeccionados
dentro do Estado da Paraíba, por empresas formais.
Os produtos acabados deverão passar por uma inspeção de qualidade, nesta inspeção deverão ser
observados se há qualidade indiscutível:
• No padrão de modelagem;
• Na qualidade da serigrafia;
• Na costura;
• No acabamento;
• No artesanato aplicado nas peças;
• Existência de ficha técnica.
Nome da Indicação Geográfica:
Paraíba
Produto:
Têxteis de algodão colorido
Data de concessão do registro:
16/10/2012
Data da última alteração de registro deferida:
Relação com área geográfica:
O desenvolvimento da Paraíba está diretamente ligado à produção de algodão, fibra oriunda da
malvaceae Gossypium hirsutum spp. Na década de 1920, a cidade de Campina Grande ficou
conhecida como a “Liverpool” brasileira, o segundo polo de comércio de algodão do planeta. Na
década de 1960, o Nordeste vivia e respirava o algodão, que chegou a ser chamado de “ouro branco”,
pela riqueza que gerava. Contudo, na década de 1980, houve uma queda de produção significativa,
quando o plantio de algodão foi praticamente extinto. Ainda nos anos de 1980, com a implementação
do programa de melhoramento genético, foi originada a primeira variedade de algodão de fibra
colorida no Nordeste, que se chama BRS 200, de cor marrom claro. Na década seguinte, houve
intensificação destes estudos, e novas cores e melhores fibras foram produzidas. Logo, a Paraíba
retoma o plantio com um grande diferencial, o algodão naturalmente colorido.
Atualmente, devido às intensas pesquisas desenvolvidas pela Embrapa Algodão, a Paraíba retomou o
plantio de algodão com um diferencial, agora o algodão é naturalmente colorido.
O algodão naturalmente colorido foi inicialmente desenvolvido pelos astecas há 4.500 anos, bem
como por outros povos antigos das Américas, Ásia, África e Austrália. Esses algodões coloridos, por
longos períodos, foram descartados pela indústria têxtil mundial e até mesmo foi proibida sua
exploração em vários países por serem considerados contaminantes indesejáveis dos algodões de
tonalidade branca. No Brasil, foram coletadas plantas de algodoeiros asselvajados, nas tonalidades
creme e marrom. Esses algodões coloridos naturalmente tinham inicialmente uso apenas artesanal ou
ornamental, principalmente nos Estados da Bahia e Minas Gerais.
A partir de 1989, a Embrapa Algodão iniciou os trabalhos de melhoramento genético das variedades
coloridas. Nos últimos anos, foram estudadas 35 novas linhagens de algodão nos municípios de Patos
e Monteiro ambos na Paraíba.
Hoje, Campina Grande, também na Paraíba, e regiões vizinhas são grandes centros de produção algodoeira graças aos investimentos em tecnologia e melhoramento genético proporcionados pelas
pesquisas da Embrapa Algodão.
A produção têxtil utilizando algodão naturalmente colorido surgiu através da Cooperativa da
Produção Têxtil e Afins do Algodão do Estado da Paraíba - COOPNATURAL, que reúne empresas e
grupos de artesãos que fabricam roupas sob a marca Natural Fashion cuja produção leva em
consideração a preservação do meio ambiente e a utilização do algodão orgânico naturalmente
colorido produzido no Estado da Paraíba.
O desenvolvimento da Paraíba está diretamente ligado à produção de algodão, fibra oriunda da
malvaceae Gossypium hirsutum spp. Na década de 1920, a cidade de Campina Grande ficou
conhecida como a “Liverpool” brasileira, o segundo polo de comércio de algodão do planeta. Na
década de 1960, o Nordeste vivia e respirava o algodão, que chegou a ser chamado de “ouro branco”,
pela riqueza que gerava. Contudo, na década de 1980, houve uma queda de produção significativa,
quando o plantio de algodão foi praticamente extinto.
A partir de 1989, a Embrapa Algodão implementou o programa de melhoramento genético das
variedades coloridas onde foi originada a primeira variedade de algodão de fibra colorida no
Nordeste. Esta se chamava BRS 200, de cor marrom claro. Na década seguinte, houve intensificação
destes estudos, e novas cores e melhores fibras foram produzidas.
Campina Grande e suas regiões vizinhas são grandes centros de produção algodoeira. Os
investimentos em tecnologia e melhoramento genético proporcionados pelas pesquisas da Embrapa
Algodão permitiu que o Estado da Paraíba retomasse o plantio com um grande diferencial, o algodão
naturalmente colorido.
Atualmente, a produção têxtil utilizando algodão naturalmente colorido reúne empresas e grupos de
artesãos. Os produtos fabricados utilizam algodão orgânico naturalmente colorido e levam em
consideração também a preservação do meio ambiente do Estado da Paraíba.

Fonte
Espécie:
(X) IP