Tomé-Açu, Cacau

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Caderno de Especificações Técnicas:

Delimitação da área geográfica:

Limites do Município de Tomé-Açu (PA).

Especificações e características:

O sistema de produção para o cultivo do cacau de Tomé-Açu deve ser exclusivamente caracterizado como Sistema Agroflorestal (SAF), no qual o processo de cultivo está embasado em consórcio de espécies distintas. O processo do beneficiamento primário do cacau visa à obtenção de um produto comercial de qualidade, constituído de amêndoas fermentadas, secas, com o máximo de 8% (oito por cento) de umidade, com aroma natural, não contaminadas por odores estranhos e livres de matérias estranhas. Admitindo-se isto, o beneficiamento é realizado em quatro etapas distintas: colheita, quebra, fermentação e secagem. A fase mais importante no processo de beneficiamento do cacau é a fermentação, durante a qual, ocorre a morte da semente e o início da formação dos precursores do sabor e aroma de chocolate. Toda caixa de fermentação (cocho) deverá ser de madeira que não possua odores, com drenos funcionais no fundo, para escoar o excesso de líquido das sementes. As características das amêndoas deverão estar dentro dos padrões estipulados na instrução normativa n°38, de 23 de junho de 2008 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Nome da Indicação Geográfica:

Tomé-Açu

Produto:

Cacau

Data de concessão do registro:

29/01/2019

Data da última alteração de registro deferida:

Relação com área geográfica:

Na região de Tomé-Açu, as primeiras sementes de cacau foram introduzidas pelos imigrantes japoneses, em 1929, com o objetivo de estabelecer o cultivo de uma espécie perene, nativa da floresta amazônica. Porém, devido ao desconhecimento das técnicas de cultivo e ataque de pragas, essa introdução foi abandonada. No início dos anos 1970, com o declínio da monocultura da pimenta-do-reino, houve a reintrodução do cacau como uma cultura alternativa. Nos anos de 1975 e 1976, os agricultores plantaram mais de um milhão de cacaueiros em Tomé-Açu, transformando o sistema produtivo em um modelo de produção com capacidade de geração de renda em longo prazo. A renda na cadeia de produção, além de produzir frutas tropicais, foi complementada pela extração de produtos como: óleos nobres, borracha natural, madeiras legalizadas e outros produtos da Amazônia. O clima e o solo favoráveis colocam a cultura como uma alternativa agrícola rural sustentável na região. Áreas de pastagens degradadas estão sendo recuperadas com o cultivo consorciado a espécies florestais. Atualmente, há cerca de 15 mil produtores no Estado, que geram cerca de 50 mil empregos diretos e indiretos. Além disso, as autoridades querem que a amêndoa seja processada no Estado, em vez de migrar para as indústrias de outras regiões. No sistema de produção em Tomé-Açú, as espécies arbóreas são utilizadas para sombreamento definitivo da cultura do Cacau, originando-se assim, o Sistema Agroflorestal de Tomé-Açu. Parte do sucesso da safra de cacau no Pará se deve a um trabalho científico que começou lá atrás. Há mais de 50 anos, pesquisadores realizam expedições na Amazônia em busca dos cacaueiros mais produtivos. É possível ver o resultado em um centro de pesquisa, na região metropolitana de Belém, onde existe uma coleção de árvores em que os cientistas estudam o material genético para produzir sementes de cacau de melhor qualidade. Além dos reconhecimentos do sistema de cultivo agroflorestal da região de Tomé-Açu, a qualidade das amêndoas de cacau tem se consolidado como resultados das atuações da CEPLAC (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) e outras instituições nacionais e internacionais. Essa qualidade foi reconhecida pelo “Prêmio Internacional de Qualidade Cocoa of Excelence”, no Salão do Chocolate de Paris em 2010, o que contribuiu para a inserção da região no mercado mundial de chocolates finos e especiais.

Fonte

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